O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou sua presença no Super Bowl 2025, tornando-se o primeiro líder em exercício do país a assistir ao evento esportivo mais aguardado da nação. Sua decisão acontece em um contexto de grande controvérsia política e discussões acaloradas sobre diversidade e segurança nacional.
O Super Bowl deste ano será entre Kansas City Chiefs e Philadelphia Eagles, e ocorrerá no Caesars Superdome, em Nova Orleans, no domingo. O evento acontece em meio a um clima de pesar na cidade, que recentemente foi alvo de um ataque terrorista durante as festividades de Ano Novo, resultando na trágica perda de 14 vidas na Bourbon Street.
Desde seu segundo mandato como o 47º presidente dos Estados Unidos, Trump tem sido conhecido por suas opiniões polêmicas em relação à NFL. Ele criticou fortemente o comissário da liga, Roger Goodell, e questionou o patriotismo de jogadores que optaram por se ajoelhar durante o hino nacional como forma de protesto contra a injustiça racial.
A presença histórica de Trump no Super Bowl 2025 levou a um reforço significativo nas medidas de segurança. O porta-voz do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi, afirmou: "As medidas de segurança foram intensificadas neste ano, uma vez que esta será a primeira vez que um presidente em exercício dos Estados Unidos participará do evento".
Por sua vez, a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, enfatizou a magnitude do Super Bowl: "Este é o maior evento de segurança interna que realizamos anualmente".
O Super Bowl 2025 marcará a primeira vez em quatro anos que não exibirá a mensagem "Fim do Racismo" nas end zones. Em vez disso, a liga optou por utilizar a frase "Escolha o Amor". Essa decisão gerou debates sobre possíveis reflexos do atual cenário político.
Roger Goodell, comissário da NFL, reiterou o compromisso da liga com a inclusão. Ele afirmou: "Acreditamos que demonstramos que isso torna a NFL melhor. Não seguimos essa tendência sem propósito. Nossos esforços são essenciais para atrair os melhores talentos para a NFL, seja dentro ou fora das quatro linhas".
O Super Bowl, desde sua criação em 1967, consolidou-se como o evento esportivo mais assistido nos Estados Unidos. A edição de 2024 que consagrou o Kansas City Chiefs registrou uma audiência recorde de 123,4 milhões de espectadores, tornando-se a maior transmissão televisiva no país desde a chegada do homem à Lua, em 1969.
A relação entre presidentes americanos e o Super Bowl possui uma história marcante. Em 1985, Ronald Reagan conduziu o sorteio da moeda por satélite da Casa Branca. Em 2004, George W. Bush iniciou a tradição de conceder uma entrevista pré-jogo à emissora oficial. Barack Obama continuou a prática, enquanto Joe Biden optou por não conceder entrevistas nos dois últimos anos de seu mandato.